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Publius Ovidius Naso - (VIII a.C. a I a.C.)

Publius Ovidius Naso (Sulmo, 20 de março de 43 a.C. — Tomis, 17), conhecido como Ovídio nos países de língua portuguesa, foi um poeta romano que escreveu sobre amor, sedução, exílio, e transformação mitológica. Estudou retórica com grandes mestres de Roma e viajou para Atenas e Ásia exercendo funções públicas com o objetivo de tornar-se um Cícero, mas, para desgosto do pai, resolveu dedicar sua vida à poesia.
Considerado um mestre do dístico elegíaco, Ovídio é tradicionalmente posto ao lado de Virgílio e Horácio como um dos três poetas canônicos da literatura latina. Sua poesia, muito imitada durante a Antiguidade tardia e durante a Idade Média, influenciou a literatura e a arte da Europa, particulamente Dante, Shakespeare e Milton. Seu estilo tem caráter jocoso e inteiramente pessoal — às vezes o eu-lírico de seus poemas são o próprio Ovídio.
O dístico elegíaco é a métrica mais comum em seus poemas: os Amores — Ars Amatoria, Remedia Amoris — são longos poemas didáticos; os Fastos, sobre festivais romanos; o Medicamina Faciei Femineae, sobre cosméticos para mulheres; cartas fictícias escritas por heroínas mitológicas permeiam o enredo das Heróides; e todas suas obras restantes são escritas no exílio e sobre o exílio (Tristia, Epistulae ex Ponto, e Ibis).
Os dois fragmentos restantes da tragédia Medéia (sobre Medéia) estão escritos em triâmetro iâmbico e anapesto, respectivamente; as famosas Metamorfoses estão escritas em hexâmetro dactílico, e são conhecidas como "métrica épica" à exemplo da Eneida de Virgílio e da Ilíada e Odisséia de Homero.
Vivia uma vida boêmia, sendo admirado por toda a Roma antiga como um grande poeta. No ano 8, foi banido de Roma pelo imperador Augusto. Não é sabida a causa do banimento, mas muito provavelmente o imperador tenha achado imoral seus conselhos em Ars Amatoria. Antes de morrer, preparava aquela que seria sua última obra, Haliêutica, sobre a arte da pesca; Caio Plínio Segundo acreditava que este era mais um ato de diversão de Ovídio, que não tinha qualquer interesse pelo tema tratado. Ovídio faleceu no ano 17 em Tomis, atual Constança, Romênia. Hoje, o país considera Ovídio o primeiro poeta romeno.
Marcadores: VIII a.C. a I a.C.

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