(ou Tito Lucrécio Caro, na forma portuguesa), poeta e filósofo latino que viveu no século I a.C. As datas exatas de seu nascimento e morte não são conhecidas, mas geralmente são situadas entre 99 e 55 a.C.
Pouco se sabe de sua vida. É provável, contudo, que tenha nascido em Roma, onde foi educado. Sua fama decorre do poema De rerum natura (Sobre a natureza das coisas), onde expõe a filosofia de Epicuro de Samos. Para Lucrécio, o epicurismo era a chave que poderia desvendar os segredos do universo e garantir a felicidade humana. Tão entusiasmado ficou que se propôs a tarefa de libertar os romanos do domínio religioso através do conhecimento da filosofia epicurista.
Em De rerum natura Lucrécio apresenta a teoria de que a luz visível seria composta de pequenas partículas. Teoria incompleta, apesar de bastante consistente, é uma espécie de visão antiga da atual teoria dos fótons. Também neste poema, Lucrécio sustenta a idéia da existência de criaturas vivas que, apesar de invisíveis, teriam a capacidade de causar doenças. Esta idéia representa na realidade a base da microbiologia.
Além de fonte preciosa para o conhecimento do epicurismo, o poema de Lucrécio tem grande importância literária e seus versos consagram o autor como um dos maiores poetas latinos.
Lucrécio matou-se em 55 a.C. e seu poema foi escrito em intervalos de ataques de loucura. A bem da verdade, as "circunstâncias da vida e da morte de Lucrécio são desconhecidas. A habitual informação de que ele se suicidou em razão de crises de loucura, acrescidas de perturbações amorosas, não é plenamente confiável. Só há um registro nesse sentido, transmitido por São Jerônimo, que, em seu tempo, foi um grande opositor de Epicuro e do epicurismo” (SPINELLI, Miguel. "O devotamento de Lucrécio a Epicuro e ao epicurismo". In Os Caminhos de Epicuro. São Paulo: Loyola, 2009, p. 215ss).
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