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Tomamos a Vila depois de um Intenso Bombardeamento

A criança loura
Jaz no meio da rua.
Tem as tripas de fora
E por uma corda sua
Um comboio que ignora.
A cara está um feixe
De sangue e de nada.
Luz um pequeno peixe
— Dos que bóiam nas banheiras —
À beira da estrada.


Cai sobre a estrada o escuro.
Longe, ainda uma luz doura
A criação do futuro...


E o da criança loura?
Marcadores: Fernando Pessoa

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